
Um terremoto atingiu Marte nessa semana e não foi fraco. Magnitude 7. Que é a mesma que atingiu o Haiti em 2010. Mostrando que o planeta Terra não é a única privilegiada em ter tremores de terra. O terremoto foi percebido através de fotografias tiradas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter enviada pela Nasa. Neles pôde-se perceber que enormes rochas de 2 a 18 metros tiveram deslocamentos num raio de até 100 km a partir do epicentro, localizada na fossa de Cerberus. Isso significa que Marte não é apenas um simples planeta com atividades sísmicas como também muito provavelmente fluídos magmáticos sob a crosta. Ou seja, é um planeta de núcleo quente.
Se Marte tem núcleo quente muito provavelmente tem atividades vulcânicas, e se tem atividade vulcânicas deve ter reservatórios subterrâneos de água em estado líquido, e se tem reservatórios subterrâneos de água em estado liquido pode muito bem ter vida. Uma coisa liga na outra e assim vemos o que um simples terremoto num local tão improvável pode fazer e como já dizia o Louis Pasteur: “O acaso favorece mentes preparadas”.
E como perceberam que ocorreu um terremoto na região? Observações, observações bem atentas. Especialmente aqui.
Quando as rochas se deslocaram trilhas foram formadas e estas ainda não foram apagadas por efeitos erosivos dos ventos marcianos. Ou seja, são trilhas recentes, provavelmente de poucos dias.
Marte mostrou ser ativo e ele tem lá as suas placas tectônicas. Inclusive acredita-se que o Valles Marineris teria se originado a partir de uma separação de placas. Com a possibilidade de encontrar vida aumentada podemos também concluir que o Curiosity não estará seguro, assim como os seus antecessores também não estão. E lá mesmo quando estivermos colonizando saberemos que não estaremos livres desse tipo de risco…os marsquakes estará nos esperando.
Fonte: Space.com











